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Empresas 2008-02-28 14:16

Governo cria fundo de capital de risco para as pequenas e médias empresas

O secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação, Castro Guerra, afirmou hoje que vai ser criado "um grande fundo de capital de risco" para a inovação das pequenas e médias empresas portuguesas, no valor de 370 milhões de euros.

Lusa

"Vamos criar um grande fundo de capital de risco para a inovação das PME, durante o primeiro trimestre deste ano, no montante d  370 milhões de euros, com o objectivo de complementar a gama de instrumentos e mecanismos de partilha de risco", disse o governante no evento 'Innovation Marketplace', que hoje decorre em Lisboa.

Segundo Castro Guerra, "o grande fundo de investimento em capital de risco para a inovação vai servir para apoiar dois tipos de fundos, um destinado às empresas nas fases de "seed capital" (capital semente) e "start-up" (arranque) e outro vocacionado para as PME [de maior risco]".

"O Estado não quer ser o principal operador de capital de risco, devendo mobilizar os recurso públicos e outros no sentido de colocar a inovação onde deve estar", salientou o governante.

Castro Guerra referiu ainda que "os prémios de risco vão aumentar e os 'spread" também. Mas, o Estado pode ajudar no relacionamento das PME com a banca musculando-as através do recurso a instrumentos como a garantia mútua", que tem sido usado pelo IAPMEI.

Comentários
 
iniciativa privada
que tal baixar os impostos (todos), tornar a economia ficalmente mais competitiva e deixar que os empreendedores se financiem nas capitais de risco privadas que já existem há muito tempo?
 
Francisco Mendes Faria
Fundos de capital de risco nas mãos do Estado é sinónimo de dirigismo administrativo e político, com todas as más consequências que daí advêm. É a iniciativa privada que tem de se envolver nesse tipo de projectos. Ao Estado compete criar as condições de bom funcionamento da economia, aliviando, por exemplo, a carga fiscal das verdadeiras empresas (e acabando com as falsas empresas de prestação de serviços que existem para apenas fugirem ao IRS pagando a taxa do IRC, como p.e., as sociedades de médicos, de advogados, de arquitectos, etc., etc.). Mas a tentação do estatismo está no ADN destes políticos. O resultado está a ver-se...
 
João Inglês (mpl@sapo.pt)
Este "governo" não pára de surpreender (isto também é uma forma de dinamismo), tentar controlar os capitais privados sob todas as formas, tornará esta sociedade em "monógamica" o que até há bem poucos anos se apelidava de "comunismo". Solução que falhou em toda a linha. Mas o poder é inebriante, e estes "governantes" cada vez mais esquizofrènicos nem se dão conta que o país deles não é o nosso, o do comum dos mortais, que todos os dias sentem o peso dos impostos e da "máquina" fiscal que nos espreme e volta a espremer e que depois de completament secos, convence-se que ainda escondemos mais alguns pingos, e, volta a espremer-nos. Baixem os impostos, comece o Estado por ser mais cumpridor nos tempos dos pagamentos, moralizando-nos a reduzir os tão logos prazos a que pagamos e recebemos.
 
 
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