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Os portugueses já gastaram 1 547 milhões de euros em compras nos 18 primeiros dias de Dezembro. Contas feitas ao segundo dá 29 operações que correspondem a um gasto de 995 euros, noticia o 'Semanário Económico'.
Desde o início de Dezembro, as compras na rede Multibanco e na rede de Terminais de Pagamento Automático (TPA) ascenderam a 1.547 milhões de euros. Ao todo foram 33,1 milhões de operações que representaram um gasto de 995 euros a cada instante. O mesmo montante dispendido a cada segundo ao longo dos 25 dias de Dezembro de 2006. Os dados são da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS) e revelam ser aparentemente pouco credível falar em “crise”, pois demonstram que tal não pesou na decisão de gastar dinheiro este Natal.Nos primeiros 18 dias de Dezembro, os portugueses levantaram ainda 1.388 milhões de euros, mais 13% que em igual período de 2006. Qualquer coisa como 893 euros por segundo. Contas feitas, os gastos nesta época natalícia dispararam. Diariamente foram levantados 77 euros e efectuadas compras no valor de 86 euros, respectivamente, mais cinco e quatro euros. Estes dados contrariam as previsões que este ano os portugueses iriam gastar menos dinheiro com os presentes de Natal. Em termos globais, aumento do valor total das transacções com multibanco (levantamentos e pagamentos directos) foi de 6,3% para 2.935 milhões de euros. Os montantes podem não estar directamente relacionados com as festividades que ocorrem neste período do ano, mas as compras natalícias têm um importante contributo. Somadas todas as operações Multibanco da primeira e segunda semana de Dezembro, conclui-se que em Portugal gastaram-se 1887 euros por segundo.
Os dados da SIBS não deixam margem para dúvidas. Comprar com dinheiro, mesmo que seja electrónico, parece também ser o lema dos portugueses para as compras natalícias. Foram registados 33,1 milhões de operações nas redes de TPA e MB, mais 5,2% face aos 18 primeiros dias do ano passado, num total de 1.547 milhões de euros, o que dá qualquer coisa como 86 euros de compras por dia, mais quatro euros que os valores dispendidos em compras na rede MB e TPA em igual período de 2006.
Só na segunda semana de Dezembro verificou-se um aumento de 5,5% do número de operações num total de 13 milhões, representando 602 milhões de euros. Um crescimento que denota que os portugueses estão a antecipar as compras natalícias.
Em valor, os crescimentos mais expressivos denotam-se nos levantamentos registados na primeira semana (mais 12,6%), num total de 567 milhões de euros levantados da rede Multibanco. Montante que ascende para os 1.388 milhões nos 18 primeiros dias de Dezembro, com o número de levantamentos nas caixas automáticas a totalizar os 20,8 milhões. Conclui-se, assim, que desde o início do mês os portugueses levantaram 77 euros por dia, contra 71 euros em igual período de 2006.
Aumento de transacções no MB
Os níveis de gastos sobem tradicionalmente no Natal. Tendo em conta o número de transacções registadas no período em análise e o dinheiro em jogo, em média, os consumidores nacionais movimentaram cerca de 163 euros de cada vez que recorreram à rede multibanco.
Apesar de os portugueses se mostrarem, ano após ano, mais contidos em gastar dinheiro no Natal, o volume transaccionado na rede Multibanco demonstra, assim, que tem vindo a aumentar. De acordo com um estudo recente da consultora Deloitte, 53% da população nacional pensa despender menos dinheiro este ano, mas os dados da SIBS mostram uma tendência bem diferente.
Em Portugal, existem mais de 12 mil caixas automáticas, o que coloca o país no segundo lugar do ranking publicado recentemente pela Eurostat, com 107 equipamentos por cada 100 mil habitantes. A primeira posição cabe a Espanha, com 125. E mais de 50% dos portugueses prefere pagar em dinheiro, quando as compras ultrapassam os 100 euros.
Lisboa, Porto e Setúbal estão no topo da utilização da rede multibanco. A capital é a líder incontestada, com 210 milhões de operações em 2007. (ver quadro) »»
Portugueses afinal não gastaram menos neste Natal
Os portugueses, assim como a maioria dos europeus, vão ter menos presentes no sapatinho este ano. Esta era, pelo menos, a previsão de um estudo realizado em 20 países pela empresa de consultoria Deloitte, que concluía que as consequências da recessão económica vão ser sentidas em toda a Europa. Entre os inquiridos, 53% afirmam ter menos dinheiro para gastar no Natal, enquanto 41% prevêem que a situação económica venha a piorar. Apenas 28% acreditam que irá melhorar de finanças. Os dados da SIBS relativamente aos levantamentos de dinheiro na rede Multibanco e compras realizadas na rede de Terminais de Pagamento Automático (TPA), contrariam, no entanto, esta previsão. Pois, quer em número de operações quer em valor, a conclusão é de que nos primeiros 18 dias de Dezembro foram realizadas, em termos homólogos, mais operações nas caixas automáticas de MB (um crescimento de 8,2%), com montantes de levantamentos superiores (mais 8%). O mesmo acontece com o número de operações registadas nas compras nas redes de MB e TPA (aumentaram 4,1%), bem como os respectivos gastos (superiores em 4,8%).
O estudo da Deloitte aponta ainda que o gasto com os bens alimentares vai ter um peso superior ao do ano passado. Aliás, segundo a consultora, o aumento dos preços neste sector, ao qual se junta a subida no tarifário da energia, são os grandes responsáveis pela diminuição da fatia destinada às prendas.
Apesar das restrições, a tradição de festejar o Natal, bem como o Ano Novo, continua enraizada em toda a Europa, nomeadamente o desejo de estar com a família, uma vontade expressa por 80% das pessoas ouvidas no estudo.
Os presentes mais pedidos. Os livros, o vestuário e o dinheiro são os presentes preferidos dos adultos, enquanto os adolescentes elegem o MP3, telemóveis e jogos electrónicos. Em Portugal, os mais velhos preferem a roupa, depois os livros e dinheiro. Os CD’s, leitores de MP3 e telemóveis são os eleitos dos mais novos. »»
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