Internacional - Mercados

Matérias-primas agrícolas 2008-05-12 08:35

Arroz sobe pela sétima sessão com procura das Filipinas e da Nigéria

O preço do arroz sobe pela sétima sessão consecutiva, com a procura das Filipinas e da Nigéria e o declínio das reservas dos Estados Unidos, pressionando ainda mais os inventários mundiais, depois de o ciclone Nargis ter devastado as plantações em Myanmar (antiga Birmânia).

Mafalda Aguilar

O preço do arroz para entrega em Julho subiu 41 cêntimos, ou 1,8% para os 23,385 dólares por 10 libras-peso no mercado de Chicago. O cereal atingiu um recorde histórico nos 25,07 dólares no passado dia 24 de Abril, após vários produtores, entre eles, China, Vietname e Índia, terem reduzido as exportações para salvaguardar as reserva internas e arrefecer a inflação.

Desde 1 de Maio, o preço do arroz subiu 12,3%, impulsionado pela especulação de que o Myanmar irá poderá cortar as exportações e aumentar a compra do cereal nos mercados internacionais, depois de o ciclone Nargis ter destruído 5000 quilómetros quadrados de áreas plantadas. Este ciclone, que matou cerca de 60 mil pessoas, foi o mais mortífero continente asiático desde 1991, quando 143 mil pessoas morreram no Bangladesh.

A Nigéria, o segundo maior importador mundial de arroz, está a tentar comprar cerca de 500 000 de toneladas métricas de arroz a Tailândia, segundo um operador, citado pela Bloomberg, depois de o Governo do País ter decidido suspender as taxas aduaneiras e outros impostos sobre o arroz durante seis meses para aliviar os preços dos alimentos.

Por sua vez, as Filipinas, o maior importador mundial de arroz, está em conversações com a Tailândia e o Vietname, segundo Tomas Escarez, porta-voz do National Food Authority, citado pela agência noticiosa internacional.

“Grandes importadores como as Filipinas e a Nigéria estão a procurar controlar a inflação, importando grandes quantidades [de arroz], disse Bob Cummings, vice-presidente para o comércio internacional da Rice Federation dos Estados Unidos, citado pela Bloomberg.

A forte procura aliada à redução das exportações é “uma receita para elevar ainda mais os preços do arroz”, acrescentou o mesmo especialista.


Comentários
 
zé pedro
não há ninguém que ponha mão nisto? os pobres não têm direito a comer? o que é que se passa está tudo doido e a dormir? isto é tudo a aumentar e o resto, quem é que manda aumentar os ordenados, há isso não intressa, parabéns aos mentores e que DEUS quando acordar vos esqueça e que olhe pelos mais desfavorecidos é o meu desejo.
 
Vitor (vsrobick@hotmail.com)
Amigo Acho o teu deus está a dormir há muito tempo e não faz tenção de acordar nos próximos milênios. Essa ideia da achar que deu castiga, se não fosse as desgraças que tem provocado, era bom tema para piadas. Façam menos filhos, se querem que haja comida para todos
 
ze pedro
É verdade, tens razão, o arroz continua nos pincaros da lua parabéns especuladores
 
 
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