Islândia/Finança 2008-05-16 12:50
Bancos centrais nórdicos emprestam 1,5 mil milhões de euros à Islândia
Os bancos centrais nórdicos acordaram hoje disponibilizar 1,5 mil milhões de euros em fundos de emergência ao banco central da Islândia, de modo a fortalecer a coroa islandesa e suster a economia deste paÃs, que se encontra com fortes dificuldades.
Sara Gamito
Segundo afirmou o governador do banco central sueco, Stefan Ingves, citado pela Bloomberg, "o acordo de troca tem como objectivo ajudar o banco central islandês na sua tarefa de garantir a estabilidade macroeconómica e financeira".
"Em tempo de incerteza e tumulto, os bancos centrais têm a responsabilidade de cooperar", acrescentou Ingves.
Esta decisão vai possibilitar às autoridades da Islândia trocar coroas islandesas por euros de outros bancos centrais, expôs Audun Groenn, director internacional de operações do banco central da Noruega, ouvido pela Bloomberg.
Efectivamente, o dinheiro disponibilizado fará crescer as reservas de divisas estrangeiras da Islândia, avaliadas em 206,8 mil milhões de coroas islandesas (cerca de 1,9 mil milhões de euros).
O banco central da Islândia precisa de fortalecer a coroa islandesa depois desta ter caÃdo 25% face ao euro este ano, fazendo subir a inflação.
A 10 de Abril, a instituição aumentou a sua taxa de juro de referência pela segunda vez em três semanas, elevando-a para um máximo histórico de 15,5%.
Contudo, tal não conseguiu inverter o declÃnio da moeda islandesa, com a inflação a chegar aos 11,8% em Abril, num recorde de 18 anos.
A operação de trocas "é um sinal positivo de que o banco central está disposto e capaz de assegurar a estabilidade da economia", esclareceu um especialista à Bloomberg.
"O grande enfraquecimento da coroa islandesa tem trazido o risco real da inflação poder disparar livremente", acrescentou o mesmo perito.
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Leandro Coutinho
(L_Coutinhofr@Yahoo.fr)
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Leia-se o The Economist e o retrato que é feito sobre a economia Islandesa... Uma desgraça com contornos identicos aos nossos, só que com mais gravidade.. consumo público e privado acima das possibilidades financiado por forte endividamento e deficits crónicos.. deficits comerciais gigantescos com importações de bens de consumo a crescer de forma galopante.. poucas perspectivas de solução sejam quais forem as medidas adoptadas porque a estrutura produtiva é frágil e concentrada.. o mercado interno diminuto.. etc.. Um paÃs a observar e uma ilha que perderá muita população com migrações para os "primos" escandinavos.. (Dinamarca, Suécia, Noruega)..
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